Tempestade Solar Histórica Ameaça Comunicações Globais
Alerta Máximo: Maior Tempestade Solar em Décadas
Uma tempestade solar de nível extremo (G5), a mais intensa desde 2003, está atingindo a Terra nesta quarta-feira, após uma série de erupções solares massivas. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) emitiu um alerta de tempestade geomagnética severa, com impactos potenciais em sistemas de comunicação, redes elétricas e operações de satélites.
A erupção, classificada como Ejeção de Massa Coronal (CME), foi detectada pelo Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA). Espera-se que a tempestade cause flutuações na rede elétrica, prejudique comunicações de rádio de alta frequência e interrompa sinais de GPS e serviços de internet por satélite, como Starlink da SpaceX. Operadoras de energia foram instruídas a se preparar para possíveis apagões.
As auroras boreais, normalmente restritas a regiões polares, podem ser vistas em latitudes tão baixas quanto o norte da Espanha e os Estados Unidos. Cientistas do Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC) da NOAA monitoram a tempestade em tempo real, alertando para riscos à saúde de astronautas na Estação Espacial Internacional (ISS). Passageiros de voos de longa distância podem estar expostos a níveis elevados de radiação, com rotas polares sendo desviadas.
O evento coincide com o pico do ciclo solar de 11 anos, conhecido como máximo solar, que tem produzido erupções frequentes. Autoridades recomendam que empresas de telecomunicações e serviços de emergência implementem planos de contingência. A tempestade deve persistir por 24 a 48 horas, com possibilidade de novas erupções.