Guerra Ucrânia: Trégua Negociada por Brasil e China
Brasil e China lideram mediação inédita na guerra da Ucrânia
Em uma iniciativa sem precedentes, os governos do Brasil e da China anunciaram, nesta quarta-feira (15), um acordo de cessar-fogo imediato na guerra da Ucrânia, mediado durante reunião de cúpula em Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente chinês Xi Jinping apresentaram a proposta conjunta, que prevê a retirada gradual das tropas russas das regiões ocupadas e o início de negociações de paz sob supervisão da ONU.
Detalhes do acordo
O plano, batizado de ‘Iniciativa pela Paz na Ucrânia’, estabelece um corredor humanitário para evacuação de civis, troca de prisioneiros de guerra e o compromisso de não utilização de armas nucleares. A Rússia, representada pelo presidente Vladimir Putin, aceitou o acordo após pressão da China, seu principal aliado econômico. A Ucrânia, liderada por Volodymyr Zelensky, condicionou a retirada russa a garantias de segurança da OTAN.
Reações internacionais
A União Europeia saudou a mediação, mas expressou ceticismo quanto à implementação. Os Estados Unidos, por meio do presidente Joe Biden, afirmaram que monitorarão o cumprimento do acordo. A ONU convocou uma sessão extraordinária do Conselho de Segurança para endossar a proposta. Analistas destacam que o protagonismo de Brasil e China pode reconfigurar a geopolítica global, desafiando a hegemonia ocidental em mediações de conflitos.
Próximos passos
O cessar-fogo está previsto para começar à meia-noite (horário de Brasília) desta quinta-feira. Forças de paz da ONU, com apoio de tropas brasileiras e chinesas, supervisionarão a retirada russa. A Ucrânia exigiu a devolução da Crimeia e das regiões de Donetsk e Luhansk, ponto ainda não resolvido. Negociações formais devem ocorrer em Genebra nas próximas semanas.