A Revolução das Novelas Brasileiras: Como a IA Está Transformando Roteiros e Atuações
Novelas ganham novo fôlego com inteligência artificial
As novelas brasileiras, tradicionais na TV aberta, estão passando por uma revolução silenciosa. A Rede Globo e o SBT anunciaram em julho de 2026 parcerias com empresas de tecnologia para integrar inteligência artificial na criação de roteiros e na geração de personagens digitais. A medida promete agilizar a produção e oferecer tramas mais dinâmicas, mas levanta debates sobre o futuro dos atores e roteiristas.
Globo aposta em IA para criar novelas das 21h
A Globo firmou acordo com a OpenAI para desenvolver um assistente de roteiro chamado ‘Novelista’. A ferramenta sugere reviravoltas, diálogos e até mesmo novos personagens baseados em dados de audiência. O autor Walcyr Carrasco, conhecido por sucessos como ‘A Dona do Pedaço’, foi o primeiro a testar o sistema. ‘A IA ajuda a quebrar bloqueios criativos, mas o toque humano ainda é essencial’, disse em entrevista.
SBT inova com atores digitais
No SBT, a novela ‘O Amor Renasce’ estreou em maio com a personagem Lara, uma influenciadora digital interpretada por uma atriz virtual gerada por inteligência artificial. A personagem foi criada a partir da captura de movimentos da atriz Letícia Colin, mas o rosto e as expressões são 100% digitais. A emissora afirma que a tecnologia reduz custos e permite cenas impossíveis na vida real.
Reações do público e especialistas
Nas redes sociais, a iniciativa divide opiniões. Enquanto alguns elogiam a inovação, outros criticam a possível perda de empregos. O Sindicato dos Artistas (SATED) já se manifestou contra o uso excessivo de IA, pedindo regulamentação. ‘Não podemos substituir a emoção humana por algoritmos’, afirma o presidente da entidade, José Rubens.
Futuro das novelas
Especialistas preveem que a IA será cada vez mais usada em novelas, seja na criação de roteiros ou na pós-produção. A Record TV também estuda parcerias semelhantes. Enquanto isso, as emissoras garantem que o produto final continuará sendo feito por humanos. ‘A tecnologia é uma ferramenta, não um substituto’, diz o diretor de dramaturgia da Globo, Marcos Paulo.