Tempestade Solar Extrema Atinge a Terra e Provoca Auroras Históricas
Uma tempestade solar extrema, a mais intensa em mais de duas décadas, atingiu a Terra neste fim de semana, desencadeando alertas de tempestade geomagnética nível G5 e criando auroras boreais visíveis em latitudes incomumente baixas, como na Flórida e no sul da Europa.
O fenômeno foi causado por uma série de erupções solares e ejeções de massa coronal (CMEs) que viajaram a mais de 800 km/s. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) emitiu um alerta severo, o primeiro desde 2003, e recomendou que operadores de satélites, companhias aéreas e redes elétricas tomassem precauções.
Os efeitos já foram sentidos: interferências em radiofrequência e sistemas de navegação por satélite foram relatadas em partes da Ásia, África e Europa. A SpaceX, que opera a constelação Starlink, informou que seus satélites enfrentaram pressão atmosférica adicional, mas que estavam trabalhando para manter a altitude.
Apesar dos riscos, o espetáculo visual atraiu milhares de pessoas. Fotografias de auroras vibrantes em tons de verde, rosa e roxo inundaram as redes sociais, com registros feitos até mesmo na Espanha, nos Estados Unidos e na Nova Zelândia.
Os cientistas do Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC) da NOAA afirmam que a tempestade deve durar todo o fim de semana, com possibilidade de novas ejeções de massa coronal. Eles monitoram o evento de perto e prometem atualizações contínuas.
Especialistas lembram que tempestades geomagnéticas extremas podem causar apagões de rádio, danificar transformadores e perturbar operações de satélites, mas que até o momento não há relatos de grandes danos. A última tempestade G5 ocorreu em outubro de 2003, causando blecautes na Suécia e danos a transformadores na África do Sul.